Programa do Festival

Tranglomango

22:00 

Jardim Henriqueta Maia

Deu o Tranglomango no Festival Rádio Faneca! Com a formação instrumental clássica do rock à qual se junta um acordeão, este grupo deixa-se influenciar pela música tradicional portuguesa como mote para a prática e domínio de um som que funde estilos contrastantes. Temas originais com letras do grupo e de convidados, constituem um objectivo presente e em ebulição destravada. A promessa é deles: três vozes em negócios harmónicos animam a morúmbia em qualquer cemitério de paróquia. O convite também: liguem os cátodos aos pontos cardeais do corpo e larguem a velhinha, ela vai sacudir o pó do pé; é rock e chula!

Edevez

23:30

Jardim Henriqueta Maia

Edevez (“E Desde Então Viemos Entrando Zunindo ”) é um ideal que germina dos anos 80, ideal e intento, de no seio de uma banda rock em simbiose, reunir a criatividade escrita e cantada em português à musicalidade de cada elemento, motivando uma fusão de estilos, influídos pela esfera musical dos anos 70/80.
Com alguns determinantes momentos mais relevantes entre os anos 87 e 92, e após aquilo que consideram um “infeliz” hiato, ressurgiu em 2014, com outros sonhos por cumprir. Outros sonhos e outros tempos, mas a mesma vontade: a música, sempre ela, e a performance alegre, divertida, dinâmica, interactiva, para um público de várias idades e apetências musicais. A missão: a liberdade. O passado já lá vai, no presente aqui estão e quanto ao futuro pouco sabem, “mas desde então vêm zunindo”.

DJ Roger

00:30

Jardim Henriqueta Maia

O que há nele é sobretudo música. Roger é um dos heterónimos do ilhavense Rui Santos. Já nasceu numa casa cheia de discos, por isso daí a ter a pista como ópio foi um passo de dança. Se Rui S. é o seu Campos eletrónico, Roger é o seu Bernardo Soares, que há desassossego que baste no rock, funk, soul e disco com que agita os espaços em que se reinventa há mais de duas décadas. É um guardador de gigantes: Joy Division, Creedence Clearwater Revival, Beatles, Pink Floyd, Genesis, trá-los a todos consigo. Foi DJ residente em dois dos espaços mais influentes da noite aveirense dos anos 90 e início dos anos 2000, as discotecas Moonlight e Quebramar. Em qualquer um dos seus eus na cabine, a ode é sempre ao mesmo: à música. Viver não é necessário. O que é necessário é dançar. Na última atuação do primeiro dia de Rádio Faneca, voltamos ao “picadeiro” e só faltam os tremoços e as pevides: os clássicos estão lá.

Valter Lobo

15:00 

Viela do Professor (traseiras da sede do Illiabum)

Depois do “Inverno” vem o mar. “Mediterrâneo” é o primeiro disco de originais de Valter Lobo. Músico e advogado, sempre de português em punho e de voz pujante, com as componentes lírica e sonora marcadas por um grande sentimentalismo e melancolia, faz uma reaproximação ao calor humano e ao mundo, na busca de um clima mais ameno, despido de materialismo e em que um dos bens essenciais à sobrevivência é a proximidade ao mar. Ao vivo, conta histórias do inverno e dos dias mais quentes, em concertos que são sempre muito pessoais. Valterzinho, para que serve um talento tão grande?

A Viagem, por Filipa Francisco

18:00 

Jardim Henriqueta Maia

A Viagem é um espetáculo de dança tradicional com laivos de contemporânea que procura, em cada lugar que visita, traços das suas danças locais. Nasce na primavera de 2009, a convite do Festival de Dança Contemporânea de Rammallah, onde Filipa Francisco, que o concebe, conhece a Companhia de Dança Tradicional de Contemporânea El-Funoun. É deste encontro que se cria o momento em que se dançam e celebram questões sempre atuais: a identidade, o género e a liberdade.

Memória de Peixe

21:30 

Jardim Henriqueta Maia

Trazem novo disco na guelra, o que não quer dizer que a sua memória, que é do que se sabe, não lhes permita ir ao primeiro. “Himiko Cloud”, falamos agora do segundo, não é só um disco, é um mundo de fantasia composto por aventuras, super-heróis, cometas solitários e odisseias espaciais. “Himiko Cloud” também não é só o segundo disco da dupla Memória de Peixe, é uma afirmação da maturidade do jogo de rock-jazz-modernista que Miguel Nicolau e Marco Franco construíram durante dois anos e um grupo de canções que, garantem, transcende a música.
Os Memória de Peixe nasceram em 2010, passaram por alguns dos festivais mais relevantes a nível nacional e ficaram conhecidos pelas suas enérgicas e imprevisíveis atuações ao vivo, a que o Rádio Faneca não espera escapar.

The Oafs

16:00 

Travessa da Filarmónica Ilhavense

Os The Oafs formaram-se em 2013 em Vila Franca, Viana do Castelo, fruto da combinação de diversos gostos musicais. Cantam Indie e Folk a quatro vozes amparados de um baixo, um clarinete, uma guitarra e percussão. “Oaf” é uma pessoa desajeitada, precisamente como o lado que o grupo quer cativar de cada pessoa que os ouve, para que se liberte e aproveite a sua música e o que o rodeia. Em finais de 2016, os The Oafs editaram o álbum “My Scars and Stories”, onde contam as histórias, as boas e as más, que os acordam de noite, os levantam da cama e os obrigam a escrever. No dia 3 de junho, escrevem direito as suas linhas tortas na Travessa da Filarmónica Ilhavense.

Casa Aberta

19:00 

Centro Histórico de Ílhavo

O Festival Rádio Faneca e a comunidade que o coorganiza já não vivem sem o projeto Casa Aberta. As casas do centro histórico de Ílhavo abrem as suas portas para receber amigos e desconhecidos que se rendem aos petiscos, costumes e conversas ilhavenses.
O convite é para a festa e para o convívio, mas também para a fruição artística. Este ano, a artista Maria Gil desafiou os anfitriões das casas aderentes ao Casa Aberta para escreverem as suas “Cartas ao futuro”, que partilham com os seus convidados, mas não só, tão pouco se sabe de que forma. É ir para ver, ouvir, saborear e brindar.

Samuel Úria

23:00 

Jardim Henriqueta Maia

Aperaltado alternativo a aspirar o Pop, Samuel Úria é o repetente deste Rádio Faneca, mas só chumbou pela falta que nos fez. Desde que passou pelo Aquário dos Bacalhaus, em 2015, pôs um disco às costas e disse ao mundo que Carga de Ombro é legal e nós, que sempre vimos as novelas da Globo com atenção, somos obrigados a concordar. A amiga Márcia, que também tem cadastro de Faneca, diz que o “Sami é um Ser enorme que já não cabe na sua própria casa”, talvez seja por isso que o mudámos para o Jardim Henriqueta Maia, que não queremos que se abrevie.

Mû Mbana

17:00 

Viela do Professor (traseiras da sede do Illiabum)

Mû Mbana, cantautor e intérprete de cordas várias, tons e aromas de África germinados pelo mundo. Natural da ilha de Bolama, na Guiné-Bissau, cresceu influenciado pelos cânticos religiosos praticados pelas mulheres das etnias Brame (Mancanha) e Bijagós (Bidjugu). Multi-instrumentista, compositor e poeta, a maturidade da sua música e os instrumentos que o acompanham são como um reflexo material da sua alma de músico e artista. O seu vasto e eclético currículo inclui dez discos já editados e muitos palcos da Europa, África e América, a que acrescenta agora um dos palcos inusitados mais queridos do Rádio Faneca: a Viela do Professor.

Palankalama

19:30 

Travessa Filarmónica Ilhavense

Iconoclasta e dada à efabulação, a música dos Palankalama pode ser ouvida como a banda sonora de um documentário sobre um tempo ucrónico e um território geográfico imaginário, habitado por uma comunidade fictícia de seres nem propriamente humanos, nem exatamente extraterrestres – digamos, homens com poderes telepáticos – dedicada à preservação da memória de toda a música do mundo. E nem sequer estamos a falar de Ílhavo.

Colorau Som Sistema

00:30 

Jardim Henriqueta Maia

Receita: cozinhe o macarrão sem deixar amolecer demasiado. Numa panela, derreta a manteiga e aloure o alho com a cebola picada, por fim acrescente o colorau. Despeje o macarrão e mexa. Junte Cumbia, Afrobeat e Ska e misture bastante.
À parte, num tabuleiro próprio para ir ao forno e depois de a ter marinado durante todo o dia, coloque a Faneca, bem arranjada, que este vai ser um final de noite tudo menos mal amanhado. Se preferir, também pode fritar, só não coma a cabeça.

Mercadinho de Vendas e Trocas

11:00-18:00

Jardim Henriqueta Maia

À semelhança dos anos anteriores, o Rádio Faneca promove o Mercadinho de Vendas e Trocas. Um convite para toda a família, no qual as crianças e jovens dos 4 aos 15 anos podem trazer um objeto, bebida, ou doce para trocarem ou venderem por um valor máximo de 1,00€. O mercadinho acontece em pleno Jardim Henriqueta Maia, onde decorrem diversas atividades do festival.

Ílhavo, Texas – Um baile radiofónico

15:30 – 17:00 

Jardim Henriqueta Maia

Nos bailes do Salão Cinema Texas dançava-se aos pares. Quando calhava, as meninas iam com as mães, não fossem indecorosas as investidas dos rapazes solteiros, a sala era escura e os camarotes tinham vista privilegiada para as centenas de histórias que ali nasceram. Os bailes começavam às três da tarde e aquela música maluca, sempre a subir, aquecia o enamoramento. Também o Salão Cinema acabou perdido no imenso deserto da memória ilhavense, mas neste Rádio Faneca voltamos a dançar no Cinema, mesmo que o Salão se monte no Jardim. Afinal passam os anos, mas o Texas é quando um ilhavense quiser.

Cinema Drive In Regresso ao Futuro

21:30 

Praça da Casa da Cultura de Ílhavo

Muito à semelhança do que o Rádio Faneca faz todos os anos, em Regresso ao Futuro também Marty Mcfly, um típico jovem americano dos anos 80, aciona acidentalmente uma máquina do tempo construída num Delorean pelo seu excêntrico cientista Doc e regressa ao ano de 1955. Preso no passado e sem saber como voltar, conhece a sua futura mãe – antes do casamento com o seu pai – que fica apaixonada por ele, colocando assim em risco a sua própria existência. Agora Marty terá de fazer tudo para que os jovens que um dia virão a ser os seus pais se conheçam e se apaixonem, e convencer o desconfiado Doc a enviá-lo de regresso ao futuro.

À Rola pelos Becos

10:00-15:00 

Jardim Henriqueta Maia*

“À Rola pelos Becos” é um percurso pedestre, combinado com mistérios e curtas performances de rua em busca de histórias perdidas. A Quinto Palco desafia: atraca, aqui e ali, nas memórias dos ilhavenses e apanha a aragem de feição na descoberta de enigmas e charadas. Maneia-te daí! Solta as tuas amarras e vem perder-te pelos becos. Ala que se faz tarde!
Por: Quinto Palco e Solve and Scape

* ponto de encontro: Estúdio Rádio Faneca

Orquestra da Bida Airada

17:00 

Jardim Henriqueta Maia

Não há nenhuma igual. Em 2017, a Orquestra da Bida Airada volta a desafiar a comunidade a criar um espetáculo coletivo único, que combina música, dança e a individualidade de cada um. Independentemente da idade, formação ou experiência, todos são convidados a cantar, tocar ou dançar. O público junta-se à coreografia e, no domingo à tarde, o Jardim Henriqueta Maia é palco de uma das maiores festas do festival.
Por: Onda Amarela

Becos de Amor – Radionovela

14:30 

Jardim Henriqueta Maia

Intriga, paixão e traição: os ingredientes certos, pelo menos no que toca a novelas. “Becos de amor” é uma radionovela com um enredo que promete prender os ouvintes até ao último mexerico. Um projeto do grupo Maiores Idade, do pelouro da maioridade do Município de Ílhavo, que foi beber às memórias de cada um dos seus participantes para um construir uma história única. Esta radionovela, que vai para o ar no último dia do Rádio Faneca, promete recriar com humor e q.b. leviandade um dos momentos mais saudosos da rádio de antigamente. Tudo se passa no estúdio de rádio, onde pode não só ser ouvida, como vista, esta radionovela.

Criação e interpretação Maiores Idade
Apoio Fernando Giestas e Jonathan Margarido

S. Pedro

21:30 

Aquário dos Bacalhaus do Museu Marítimo de Ílhavo

Depois do divino nos ter falhado em anos anteriores, em 2017 chamamos Pedro Pode, ex-homem forte dos Doismileoito, que faz agora a sua estreia a solo como S. Pedro. Havia muitas ideias soltas no computador e no telemóvel que tinham de ser concretizadas, que tinham de ser gravadas. Então, para se “livrar” destas melodias, que já pareciam um grilhão que o impedia de seguir em frente, construiu um estúdio analógico, uma oficina de artesão. E foi gravando, com tempo, em fita magnética, aperfeiçoando arranjos, acrescentando instrumentos e convidando amigos para colaborarem. Assim nasceu “O Fim”, uma coleção de canções de métrica redonda e recorte clássico, pop inteligente, afinada e ambiciosa. Histórias quotidianas, letras que fazem sorrir e versos que ficam a ressoar.

Emissão Rádio Faneca

10:00-22:00

Jardim Henriqueta Maia – 103.9FM

Discos pedidos, entrevistas, desafios para os mais novos, memórias e a música de sempre. A emissão da rádio, em 103.9 FM e, pela primeira vez, também online, acompanha todo o Festival Rádio Faneca. A comunidade não só ouve, como vê, de muito perto, a rádio acontecer. Os Santos da casa não fazem milagres, mas  garantem três dias de transmissão de alegria.
Por: André Marques Santos e Maria Inês Santos

Jogos do Hélder

10:00-18:00

Jardim Henriqueta Maia

Os Jogos do Hélder são máquinas diabólicas que fugiram do interior dos computadores e televisões e invadiram as ruas, escolas, lares e outros espaços. Feitos de materiais tão simples como madeira ou corda, os Jogos do Hélder usam apenas a energia mais acessível do mundo: a humana.  Os jogos, muitos de inspiração medieval, são construídos pelo próprio Hélder, e famosos por terem a notável capacidade de divertir pessoas de todas as idades. Dos mais pequenos aos idosos, neste Rádio Faneca todos são desafiados a brincar no jardim.
Por: Jogos do Hélder

Jogos da Rádio

10:00-16:00

Jardim Henriqueta Maia

Entre trava-línguas e objetos do passado que parecem mesmo de outro planeta, no Jardim Henriqueta Maia, com as escolas ou em família, os mais novos preparam pequenos grandes momentos de rádio. Depois de alguns desafios no jardim, as crianças são convidadas a descobrir o fascinante mundo da rádio e a tomar a emissão com as suas mais recentes conquistas.
Por: Amarelo Silvestre

Becos de Pés

15:00-22:00

Garagem da Drogaria Vizinhos

Uma das apostas do Festival Rádio Faneca ao longo das suas últimas edições é a fotografia e o poder desta materializar histórias e memórias dos ilhavenses. Em 2017, recupera-se o hábito quase perdido de fotografar retratos tipo passe sem recorrer a novas tecnologias e imprimindo o resultado final em papel. A comunidade foi convidada a dar a cara, literalmente. Os resultados são agora expostos, num formato muito improvável, na Galeria Vizinhos, durante o Festival Rádio Faneca.  A sua cara é o futuro. O rosto é conversa.
Por: Alexandre Almeida, Augusto Brázio e Nelson D’Aires

Histórias nos Becos

10:00 11:00 15:00 16:00

Centro Histórico de Ílhavo

Percorrem-se as histórias do farol e as metáforas ilhavenses através dos becos do centro histórico. Ílhavo aos olhos, e não só, de duas mulheres e de dois homens muito particulares. A “Viúva do Farol” tenta fugir da tentação da luz do Farol da Barra; “Eu posso esmagar-te” conta a história de uma mulher que encontrou uma forma de perspetivar e de resolver os problemas, subindo as quase infinitas escadas do Farol; o “Medo Alto” fala da acrofobia de um homem e “Um homem à procura de metáforas” percorre os becos com uma gaiola para grilos que, na realidade, tem búzios lá dentro.
Criação: Amarelo Silvestre
Interpretação: Ana Mafalda Pereira, Edi Gaspar, Miguel Lança, Sofia Dias
Ponto de encontro: Estúdio Rádio Faneca, no Jardim Henriqueta Maia